e-revista Brasil Energia 484

Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 81 aumento no volume dos itens previsto para os próximos anos. O sistema também pretende criar modelos preditivos que permitam estimar a vida útil das baterias, levando em consideração informações sobre seu uso e as condições em que operam. Espera- -se que a solução melhore o gerenciamento do processo de carga e descarga, além de aprimorar a avaliação dos riscos associados. “Queremos entender as baterias desde o berço até o descarte ou reciclagem. É como se você colocasse um chip nelas, em todas as etapas pelas quais passam, para mapear os processos e saber o quanto elas emitem de CO2, quanta energia elétrica e água foram utilizadas e quem são os responsáveis por fazer a reciclagem delas”, diz o professor Hudson Zanin, coordenador da iniciativa e docente na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. A iniciativa envolve cerca de 15 pesquisadores e utilizará a tecnologia blockchain para assegurar a confidencialidade dos dados dentro de uma cadeia unificada, por meio de uma plataforma online que conectará as empresas. “Nenhuma empresa que fabrica bateria quer dar informação para outras; os dados serão criptografados, pois a informação é uma coisa extremamente valiosa e é preciso tramitar essas informações de maneira que os donos desses dados fiquem protegidos”, ressalta Zanin. Ainda segundo o pesquisador, o Brasil poderá adotar uma regulamentação semelhante à da União Europeia que, em junho, aprovou novas diretrizes para aumentar a sustentabilidade na produção, uso e descarte de baterias. Estas medidas incluem a definição de metas para a incorporação mínima obrigatória de metais reciclados e a exigência de documentação detalhada sobre a composição das novas baterias. n Instalação de armazenamento de energia com baterias no Reino Unido

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