e-revista Brasil Energia 484

80 Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 tecnologia e inovação A iniciativa, financiada pelo Plano de Desenvolvimento de Competências (PDC) do Senai nacional, é resultado de um projeto que envolve o ISI-ER, do Rio Grande do Norte, e o Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras (ISI-BIO), do Rio de Janeiro, sob coordenação do Instituto Senai de Inovação em Biomassa (ISI Biomassa), do Mato Grosso do Sul. O pesquisador Giovanny Oliveira e o técnico de laboratório que atua na automação de processos químicos do ISI-ER, Ciro Lobo, foram designados para conduzir a instalação, o comissionamento e os testes experimentais programados na Espanha. A missão da equipe é captar o conhecimento associado a essa tecnologia e implementá-lo no retorno ao Brasil. Recirculação em outras áreas Em outra unidade de recirculação química que o Senai opera em Natal desde 2014, projetos do ISI com combustíveis gasosos e líquidos – como gás natural, biogás, etanol e glicerina – têm avançado nos últimos anos e servem de base, por exemplo, para o desenvolvimento atual de um combustível sustentável de aviação que busca reduzir as emissões de CO2 do transporte aéreo brasileiro. A nova unidade, para combustíveis sólidos, tem o objetivo de ampliar o desenvolvimento dessa tecnologia a partir de 2024. “Mesmo se tratando de uma tecnologia ainda em desenvolvimento, a recirculação química já se mostrou bastante versátil com relação às fontes de combustíveis que podem ser usadas (gás, líquido ou sólido) e aos processos que podem ser ajustados (combustão e reforma), sendo possível obter, em todos os casos, após processos de separação, correntes concentradas de CO2, as quais podem ser destinadas à captura e/ou conversão de produtos de maior valor agregado”, observa Ruiz. Unicamp está desenvolvendo sistema de rastreamento para baterias Projeto em parceria com TotalEnergies pretende mapear titularidade, destino final e vida útil dos equipamentos | POR LAREN ANICETO | O Centro de Estudos de Energia e Petróleo (Cepetro) da Unicamp está desenvolvendo, em parceria com a TotalEnergies, um sistema de rastreamento para o ciclo de vida das baterias. O projeto, previsto para durar três anos, é financiado pela multinacional francesa e integra um acordo de R$ 22,9 milhões entre a Unicamp e a TotalEnergies, firmado em junho, que prevê a execução de seis projetos no total, todos na área de energia solar e de baterias. A ferramenta em desenvolvimento propõe mapear o processo desde a extração de matérias-primas até a reciclagem e o descarte do equipamento. Além disso, pretende ainda enfrentar a falta de transparência na titularidade e no destino final dos produtos, um desafio atual que tende a se agravar com o

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