e-revista Brasil Energia 484

48 Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 solar pesquisa local, que incluem além de laboratório também usina de pesquisa e desenvolvimento (P&D), é que os módulos produzidos no Brasil têm até mais eficiência do que os importados da matriz em Xangai. Embora reconheça que a abertura comercial total de módulos tenha sido decisiva para inibir o desenvolvimento da cadeia produtiva local, Schneider não considera que apenas derrubar os ex- -tarifários (o que está sendo debatido em nível federal, com queda inclusive de alguns itens) seria uma solução. “Não é uma questão de taxar ou não taxar, mas de ter uma política nacional, saber se vamos continuar a ser apenas importador de módulos e equipamentos ou se queremos ser fabricantes, gerar investimentos, renda e emprego, desenvolvimento de tecnologias”, afirma. O diretor afirma ainda que a BYD poderia viabilizar a expansão da cadeia, já que domina todos os elos, desde a produção de células solares, já que o Brasil não tem fábrica e que é a base para os módulos. “O Brasil tem grandes reservas de silício, seria lógico explorar esse segmento”, diz. Para ele, um tipo de estímulo para além da taxação de importados que poderia ocorrer seria determinar que determinados volumes de compras públicas de módulos fossem obrigatoriamente de produtos nacionais. “Esse tipo de estímulo já incentivaria a produção dos poucos que ainda têm fábrica e estimularia outros que hoje importam a começarem a produzir no Brasil”, diz. A BYD, segundo o diretor, dado o tempo que já está estabelecida, poderia ter hoje uma produção muito maior. “Hoje temos essa planta, mas poderíamos, em um cenário mais favorável, fazer outras iguais, de forma muito rápida, por exemplo no Nordeste ou no Centro- -Oeste”, afirma. A fábrica em Campinas já produziu 2,3 milhões de módulos desde sua inauguração. | POR CELSO CHAGAS | O Grupo Comerc Energia inaugurou em novembro o complexo solar de Hélio Valgas, em Várzea da Palma, Minas Gerais. O parque, que fica a aproximadamente 300 km de Belo Horizonte, tem potência instalada de 662 MWp e ocupa uma área de 1.154 hectares. É o quinto maior em operação no Brasil. A UFV contou com R$ 2 bilhões em investimento e já tem quase a totalidade de sua produção alocada para a Liasa, produtora de silício metálico, Usina de 662 MWp entra em operação em Minas Gerais Complexo Hélio Valgas, da Comerc Energia, contou com R$ 2 bilhões em investimento e já tem quase a totalidade de sua produção alocada para a Liasa, produtora de silício metálico

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