e-revista Brasil Energia 484

42 Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 empresas L’Oréal Brasil e Gás Verde montam posto de abastecimento de biometano O Grupo L’Oréal no Brasil firmou um contrato com a Gás Verde de fornecimento de 3,6 milhões de m3 de biometano para abastecimento de toda frota dedicada. O posto está localizado ao lado do Centro de Distribuição Gaia, em São Paulo, e é o primeiro do segmento de cosméticos a usar gás renovável nos veículos pesados dedicados. Ao substituir o GNV, a L’Oréal vai diminuir em 94% as emissões de gases de efeito estufa na operação dedicada, em comparação a 2021. O projeto dialoga com a meta de minimizar as emissões totais de CO2, que pretende reduzir pela metade (em média e por produto final) as emissões de GEE relacionadas ao transporte frente aos volumes de 2016. De acordo com o CEO da Gás Verde, Marcel Jorand, as indústrias usam cada vez mais o biometano nos processos produtivos e nas frotas para reduzir as emissões de escopo 1. “Agora iremos disponibilizar um posto de abastecimento de biometano inédito, dedicado às frotas pesadas. Ao oferecer esse combustível 100% renovável, a Gás Verde atua numa solução alinhada às metas ESG das companhias, num claro avanço no processo de descarbonização das indústrias”, completou. A Gás Verde produz o gás renovável a partir do tratamento dos resíduos sólidos urbanos provenientes do Aterro de Seropédica, localizado no Rio de Janeiro. O biometano pode substituir combustíveis fósseis em processos produtivos e frotas leves e pesadas, como o diesel, GLP, gás natural, GNV e a gasolina. Engie compra usinas solares da Atlas A Engie Brasil anunciou a aquisição de um portfólio de ativos operacionais da Atlas Renewable Energy que inclui cinco usinas de energia solar. A operação, avaliada em aproximadamente R$ 3,24 bilhões, inclui a transferência das usinas localizadas em Juazeiro (BA), São Pedro (BA), Sol do Futuro (CE), Sertão Solar (BA) e Lar do Sol (MG), detidas pelo Global Infrastructure Partners (GIP), com capacidade instalada total de 545 MW. O investimento é dividido entre o preço de compra de até cerca de R$ 2,27 bilhões e a absorção de uma dívida líquida de cerca de R$ 971 milhões da Atlas. Este movimento faz parte da estratégia da Engie de investir em transição energética, totalizando mais de R$ 20 bilhões aplicados em energia limpa e infraestrutura de transmissão desde 2015. Com os aportes recentes, a empresa objetiva assegurar a energia contratada em nível compatível com o retorno requerido, esperando impactar positivamente suas margens ebitda. Já a Atlas buscará reinvestir no desenvolvimento de novos projetos renováveis no Brasil para um grupo diversificado de clientes sob estruturas inovadoras, fortalecendo o posicionamento de longo prazo da empresa na região. Após a transação, a Atlas ainda manterá um portfólio de mais de 1,8 GW de capacidade instalada no país, o qual inclui dois parques fotovoltaicos em construção no estado de Minas Gerais e dois outros projetos já em operação. Além disso, a empresa possui um portfólio de mais de 15 GW de energia sustentável em desenvolvimento no Brasil, incluindo solar e eólica, em distintas fases.

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