e-revista Brasil Energia 484

Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 37 Depois de a União Europeia ter publicado no fim de outubro um plano de ação para dar fôlego e subsidiar mais a implantação de parques eólicos offshore, fonte que vem sofrendo uma série de obstáculos conjunturais, com adiamento e cancelamento de projetos, o Reino Unido adotou medidas semelhantes. No dia 16 de novembro, o governo britânico anunciou uma série de novos subsídios para tentar reverter o desinteresse crescente de vários investidores em dar curso ao planejamento de descarbonização por meio da expansão da fonte eólica no alto mar no Reino Unido, cuja meta é chegar a 50 GW até 2030. A ação é reflexo do ocorrido nas últimas rodadas de leilões governamentais de contratação, esvaziados de propostas por conta dos preços máximos muito baixos oferecidos nos contratos, segundo a avaliação dos empreendedores, que enfrentam custos de capital e de materiais muito elevados. Vários projetos importantes do plano britânico, em razão das desistências, passaram a ficar sob risco. Atendendo a pedidos das principais empresas da área, como a dinamarquesa Orsted e a alemã RWE, o pacote de bondades elevou em 66% o preço do MWh, passando de 44 libras (R$ 270,50, na cotação atual) para 73 libras (R$ 448). Os novos preços valerão paras rodadas de contratações Parque offshore Dudgeon, de 402 MW, na costa de Norfolk, no Mar do Norte, Inglaterra

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