e-revista Brasil Energia 484

16 Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 petróleo mando algumas ações de reconhecimento, quando devido, dos impactos nos projetos em curso”, disse Travassos em teleconferência em novembro sobre os resultados financeiro e operacional da companhia no terceiro trimestre deste ano. Diante da dificuldade, a Petrobras montou uma sala de colaboração com os seus fornecedores para acompanhar as dificuldades de entrega e, a partir daí, ajustar seus processos de compra e garantir a competitividade dos processos. Licitações Atualmente, a estatal está com seis licitações de afretamento e aquisição de FPSOs abertas – dois para Sépia e Atapu (Bacia de Santos), um para Albacora (Bacia de Campos), um para Barracuda-Caratinga (Bacia de Campos) e dois para o projeto em águas profundas de Sergipe (SEAP). Nas três primeiras licitações, a Petrobras está em fase de negociação com os proponentes. Nas outras três, ainda aguarda propostas. As licitações de plataforma para o campo de Albacora e para águas profundas de Sergipe competem entre si, por se tratar de dois casos de afretamento. Já as unidades direcionadas à segunda fase de Sépia e Atapu são aquisições. Para ajudar o mercado fornecedor, a Petrobras tem optado por não lançar as licitações ao mesmo tempo e, em alguns casos, tem estendido a data de recebimento das ofertas comerciais. O prazo de entrega de propostas para Sergipe, por exemplo, foi adiado de 14 de outubro deste ano para 15 de janeiro de 2024. Além do mercado de FPSOs, o de sondas também está aquecido, mas a Petrobras descarta recorrer à estratégia do passado de construir seus próprios equipamentos. Segundo Travassos, nesse caso, a demanda é temporária e pontual e, por isso, não há previsão de aquisição direta. “Seguimos acompanhando o mercado, estabelecendo contratos mais vantajosos, em que a gente reduza o risco das operadoras de sondas, garanta a demanda e flexibilize a mobilização dessas sondas”, afirmou o diretor da companhia. Embora a demanda por sondas também esteja aquecida, a Petrobras descarta recorrer à estratégia do passado de construir seus próprios equipamentos

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