e-revista Brasil Energia 484

14 Brasil Energia, nº 484, 30 de novembro de 2023 petróleo portante para a Petrobras, seja pela produção de gás, seja pela questão de regionalização. A viabilidade econômica do projeto fez com que a Petrobras se debruçasse sobre ele até o fim do trabalho de definição dos ativos que seriam privilegiados no quinquênio. O novo plano estratégico demonstrou que, em vez de suspender o projeto, a Petrobras optou por postergá-lo. Não foi informado, no entanto, possível mudança no cronograma de licitação do FPSO dedicado a SEAP. Segundo Travassos, todos os projetos têm um ciclo de aprovação e uma sistemática de fases e todos estão sujeitos a avaliações financeiras, feitas recorrentemente. Mas o cenário de fornecimento de bens e serviços não é o mesmo de há duas décadas. Uma das formas de resolver a questão no médio prazo, para Prates, é desenvolver a indústria nacional. A Petrobras, no entanto, não está disposta a “radicalizar”, se comprometendo a comprar apenas no Brasil. Segundo ele, esse processo faz parte de uma política de governo, que inclui ministérios e o BNDES. “Não é porque o seu Lula mandou, ou porque o mercado brasileiro precisa. Não é só isso. Isso é importante do ponto de vista de programa do governo eleito, legitimamente, na posição de acionista majoritário da Petrobras”, afirmou Prates, acrescentando que informou o presidente da República sobre essa necessidade. No setor naval, a intenção é estabelecer uma política de revitalização. “Estamos prontos para fazer isso. O problema é que eles têm que estar devidamente habilitados, qualificados, financiados, fazer parcerias com outros estaleiros de fora que têm experiência e capital para investir no Brasil”, defendeu. E&P A curva de produção projetada para os próximos cinco anos é suficiente para garantir “financiabilidade” à empresa, de acordo com o diretor de Exploração e Produção, Joelson Mendes. Já o diretor Financeiro, Sérgio Caetano, destacou que os ativos da área são viáveis mesmo a uma cotação diária do barril de US$ 35. “Fazemos uma análise de risco muito bem fundamentada da curva de produção. Estamos muito felizes com o fato deste ano entregarmos uma produção um pouco acima do planejado, principalmente com a entrada dos sistemas de produção num ritmo um pouco acima do esperado”, afirmou Mendes. Ele informou ainda que o FPSO Sepetiba será instalado no campo de Mero ainda em dezembro. Esse será o quinto sistema de produção interligado neste ano. A Petrobras vai extrair 100 mil barris de óleo equivalente a mais em 2024, em relação ao que estava previsto. Os motivos são o aumento da produtividade dos campos, ramp-ups e a interligação de novos poços. A projeção é partir de uma produção de 2,8 milhões de boe por dia, no ano que vem, para 3,2 milhões de boe por dia, em 2028.

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