e-revista Brasil Energia 483

70 Brasil Energia, nº 483, 30 de outubro de 2023 gás natural O mercado de gás natural em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem se desenvolver a partir da construção de novos gasodutos de transporte, como o da TMN (Meio Norte) e da TGBC (Brasil Central). De acordo com o CEO da Termogás, José Carlos Garcez, a contratação termelétrica estabelecida na lei de privatização da Eletrobras (nº 1.4182/2021) pode incentivar a implementação da nova malha. As usinas servem como consumo âncora nos estados para expansão da rede, pois justificam a construção de gasodutos em novas regiões. Uma possibilidade em estudo é a construção de um trecho do Meio Norte – gasoduto de 948 km de Pecém (CE) a São Luís (MA), passando por Teresina (PI) –, com 260 km, interligando o porto de Itaqui, em São Luiz, a Santo Antônio do Lopes – onde está o Complexo Parnaíba, da Eneva. Para ampliar o mercado de gás no Maranhão, o executivo informou que serão investidos R$ 150 milhões nos próximos cinco anos. Do total, R$ 70 milhões estão contratados e com conclusão de obras previstas para 2024. A previsão é construir entre três e cinco postos de GNV e entrar no mercado residencial. A Gasmar, distribuidora de gás natural do Maranhão, tem contrato com a Vale (250 mil m3/dia), para fornecimento de gás natural às plantas de pelotização, e está negociando ainda contratos com a Alumar (950 mil m3/dia) e Suzano (150 mil m3/dia). Outro projeto previsto no estado que a Gasmar olha com interesse é a construção de um terminal de GNL, fruto de um acordo entre Servtec (49%) e Eneva (51%). O contrato prevê que as empresas têm até 30 de dezembro para definir como irá desenvolver, gerenciar e explorar o empreendimento por meio de uma joint venture. O Piauí também pode ser beneficiado com o gasoduto da TMN, pois ainda não há fornecimento de gás natural na região. “Há possibilidade desse gás vir de Fortaleza através do Meio Norte, ou pode inverter o fluxo do gasoduto de Itaqui para o gás descer para o Piauí”, explicou. Região Norte Também na mira está a implementação do gasoduto TNG, que levará gás natural de Urucu (AM) até Porto Velho (RO) para consumo termelétrico. Enquanto as obras não começam, a Companhia Rondoniense de Gás (Rongás) continua sem distribuição de gás. O Amapá também não fornece gás aos clientes e, segundo Garcez, a Companhia de Gás do Amapá (Gasap) depende do desenvolvimento do segmento termelétrico. A Eletronorte tem três usinas na região que estão interessadas no gás de Barcarena (PA), fornecido pela NFE. O executivo comentou que o GNL pode ser transportado do Pará até o município de Santana (AP) por meio de uma balsa ou um navio de menor porte. “A Gasap já tem dois termos de compromisso assinados com dois investidores e pretende negociar com mais outro”, comentou. Com expectativa de iniciar o atendimento ainda no segundo semestre, a Companhia Gás do Pará firmou contratos com a NFE para receber GNL via navios metaneiros no terminal de Barcarena. Há estudos em desenvolvimento para distribuir o combustível em Belém e na região metropolitana da capital paraense. A concessionária também planeja fornecer GNV para taxistas e motoristas de aplicativos da região metropolitana de Belém

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