Brasil Energia | Ed. 464 - Agosto, 2020

Brasil Energia , nº 464, 31 de agosto de 2020 3 ISSN0101-7837 Diretor Presidente Celso Knoedt Diretores Patrícia Quintão Rosely Máximo Editora Executiva Lívia Neves Redatores Ana Luisa Egues Antonio Carlos Sil Bruno Postiga Carlos Vasconcellos Chico Santos Cláudia Siqueira Gabriel Ramalho João Montenegro Lais Carregosa Lívia Neves Marcelo Furtado Rafael Luis Fernandes Thais Custodio Tratamento de Dados Mauricio Fagundes Rick Marzioni (est.) Programação Visual Ana Beatriz Leta Impressão Aerographic ASSINATURAS Gerente de Assinaturas Alessandra Alves [email protected] Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 Digital Diário + Impresso AssinaturaAnual: R$ 945 / US$ 645 Assinatura Mensal: R$ 85 Atendimento ao assinante Tel: (21) 3503-0303 / 98702-4237 PUBLICIDADE Paula Amorim [email protected] Rio de Janeiro Bianca Bandeira - (21) 99698-0274 Elia Carvalho - (21) 97918-3539 Lúcia Ribeiro - (21) 97015-4654 São Paulo Fernando Polastro - tel/fax: (11) 5081-6681 EDITORA BRASIL ENERGIA LTDA Av.Almirante Barroso, 63, Gr 2007 20.031-003 - Rio de Janeiro Tel (21) 3503-0303 Distribuição e mercado livre A ampliação do mercado livre de energia elétrica e a criação de ummer- cado livre de gás têm em comum a promessa de queda de custos tarifários e maior autonomia do consumidor, que poderá escolher um serviço mais customizado para o seu negócio. Essa última palavra é chave, especialmen- te no caso do mercado livre de gás. São os grandes consumidores, indus- triais e até comerciais, quem se beneficiariam inicialmente com a escolha do próprio fornecedor - e das condições de fornecimento - do combustível. O mesmo ocorreu com o mercado livre de energia elétrica, criado em 1998, que até o momento está disponível apenas para consumidores de maior porte - com carga a partir de 500 kV - e representa um terço do con- sumo total no país. A disponibilidade para consumidores residenciais está prevista para esta década. Mas ainda não está claro se os benefícios poderão ser plenamente usufruídos por todos os usuários da rede. Em ambos os setores, a ampliação da escolha do consumidor pressio- na as distribuidoras. No caso da energia elétrica, porém, há a vantagem de que, atualmente, nem os consumidores livres podem prescindir da rede. As operadoras da rede elétrica terão a oportunidade, portanto, de prestar novos serviços aos consumidores, desde que a regulação o permita e torne interessante. Para as distribuidoras de gás, os desafios parecem ainda maio- res, já que há modelos em desenvolvimento que prescindem das redes, co- mo a aposta no transporte multimodal de GNL. Com mais opções e mais modelos customizáveis de serviços, também aumenta o nível de incertezas. E o missão da regulação é se adaptar a esse futuro próximo, enquanto busca acomodar um evento externo que impôs de forma não planejada e intensificou essa complexidade. É certo que existem especificidades de cada setor, mas talvez a busca por um novo papel das distribuidoras de energia elé- trica, e de um novo desenho regulatório para re- munerar os novos negócios que se apresentam, se- ja uma pista de que as discussões e disputas sobre o novo mercado de gás estão apenas começando. Lívia Neves Editora executiva

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