Transmissoras intensificam o uso da digitalização

Recursos de BIM, combinados ou não com uso de GIS, podem resolver questões fundiárias e inspeções de obras

A utilização de tecnologias de digitalização tem melhorado o avanço das obras de instalação de torres e linhas de transmissão, entre elas o BIM e o GIS que, combinadas ou não, permitem a resolução de problemas comuns em campo.

“Uma aplicação usual do BIM é na montagem das torres, porque essa etapa envolve desafios logísticos e um fluxo correto de informação. Nesse caso temos acompanhamento de 4D, que é o 3D tradicional, combinado com o cronograma”, explica o executivo. 

Sigla para Modelagem de Informação da Construção, o BIM é um processo criado para gerenciar informações em projeto de construção que executa a descrição digital de cada aspecto do ativo construído. Colaborativa, a plataforma permite que as informações dos canteiros de obras sejam atualizadas e compartilhadas online. 

Associada ao Sistema de Informação Geográfica (GIS), a plataforma pode otimizar o avanço das obras de transmissão, referenciando geograficamente onde elas estão acontecendo. Na prática, é possível, por exemplo, ter um alinhamento do ritmo de construção com o do processo fundiário. Se há uma dificuldade de negociação com o proprietário das terras em determinada área, a obra pode avançar em locais onde isso não acontece. 

A combinação também pode ser um recurso da gestão de ativos, sendo que as tecnologias passam a informar a área de facilidades, que é uma tendência nova nas concessionárias. As transmissoras usam mais o GIS para essa função. Nas distribuidoras, o BIM é o mais adotado para gerir equipamentos de subestações, entre outros. 

A modelagem de informação da construção tem sido ainda a  base para o escaneamento do andamento da obra e também para o monitoramento de possíveis invasões da área de domínio das torres. “Em casos mais sofisticados pode-se usar o escaneamento para verificar a temperatura dos fios, para atividades de manutenção em linhas operacionais”, complementa o especialista. 

Como os ganhos não se limitam à etapa de construção das linhas, Granadeiro tem visto a tendência de compra das plataformas de BIM e GIS pelos proprietários dos empreendimentos. Antes, os recursos eram muito usados pelas construtoras. Em caso de manutenção  –  e agora até de ativos – as concessionárias, tem preferido comprar as licenças e manter os recursos como seus. Esse tipo de iniciativa permitiria uma transição das fases de implantação para operação sem sobressaltos. 

“Os empreendedores podem usar o BIM até para avaliar o histórico de entregas de seus parceiros de acordo com o tipo de obra em que atuaram e, inclusive, reduzir os riscos de cumprimento de prazos”, resume o executivo.


Matéria originalmente publicada no EnergiaHoje em 05/05/2023.

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