Energisa investe R$ 125 mi em gestão avançada de distribuição

Concessionária prevê adoção da plataforma de ADMS da Schneider Eletric em suas nove concessionárias até 2026, segundo fabricante francês

A Schneider Eletric anunciou, nessa manhã de segunda (19/06), a assinatura do contrato com a Energisa para implantação de seu sistema avançado de gestão de distribuição (ADMS) nas nove concessionárias do grupo. Os investimentos da gestão avançada somam R$ 125 milhões até 2026, envolvendo o sistema contratado e mais infraestrutura de data center, equipamentos, equipe de implantação, qualificação dos colaboradores e suporte. 

Quando ativada, a tecnologia prevê funcionalidades como coleta em tempo real de informações dos dispositivos de campo, como medidores e transformadores. Na prática, o grupo ganha agilidade no atendimento dos usuários – cerca de 8,4 milhões de clientes – ao antecipar falhas na rede. 

Esse é o terceiro contrato recente da fabricante francesa, depois do Grupo Equatorial e da Cemig, também oficialmente anunciada hoje, mas já antecipada no fim de maio pelo EnergiaHoje

De acordo com a Schneider Eletric, o contrato da Cemig – 9,5 milhões de clientes – envolve ainda o módulo DERMS, que maximizaria a conexão com fontes renováveis e elétricas, uma demanda importante para a concessionária mineira que seria a mais afetada no país pela integração de recursos de energia distribuída, com forte presença de novos parques solares, entre outras questões. 

Marcos Matias, presidente da unidade brasileira da multinacional, lembra que apesar de similares em número de clientes atendidos, os dois contratos são diferentes. No caso da Cemig, há a concentração de clientes acontece em Minas, enquanto na Energisa o processo estaria mais próximo do caso da Equatorial, com várias concessionárias distribuídas no país.

O executivo adianta que os dois contratos envolvem uma etapa inicial com as equipes de engenharia e de implementação das duas distribuidoras, que deve consumir entre 16 e 24 meses. Ele acredita que o ADMS deverá alavancar outros sistemas de digitalização nas empresas, o que inclui a otimização da geolocalização, o que pode melhorar a gestão de equipes de campo, entre outros ganhos.

Matias também avalia que esses ganhos podem justificar os investimentos em digitalização, que nem sempre são contemplados na composição das tarifas cobradas pelas distribuidoras. 


Matéria originalmente publicada no EnergiaHoje em 19 de junho de 2023.

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