Cemig e Equatorial ampliam digitalização

Schneider Eletric será o fornecedor da tecnologia ADMS para as distribuidoras e aumenta sua participação como player da transformação digital nessa área

Dois novos contratos para ativação de sistemas avançados de gestão de distribuição (ADMS) confirmam o avanço da digitalização entre as distribuidoras. Em ambos os casos, a Schneider Eletric venceu a concorrência. O pacote da Equatorial Energia envolve a ativação da tecnologia em seis das sete concessionárias do grupo e foi anunciado na primeira quinzena de abril. E a Cemig acaba de oficializar o contrato.

“A Cemig confirma que adquiriu o ADMS completo da Schneider Eletric. Além disso, a companhia adquiriu o módulo DERMS para gestão distribuída”, informou a empresa ao EnergiaHoje, sem dar detalhes de como será a implementação. Júlio Martins, vice-presidente da multinacional francesa no Brasil e líder da área de Digital Grid para a América Latina, adianta que o processo está sendo iniciado na distribuidora de Minas Gerais. 

Já na Equatorial, a adoção do ADMS é parte da ampliação da digitalização da companhia e uma forma de integrar e padronizar a transformação digital. Essa é a avaliação de André Barata, diretor corporativo da área de distribuição do grupo. De acordo com ele, a implantação poderá ser estendida para a mais nova concessionária do grupo, em Goiás, mas a ativação começa nas distribuidoras do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Rio Grande do Sul e Amapá, com duração de três anos e prazo previsto de finalização para 2025.

“É a oportunidade de preparar a empresa para o novo cenário do setor elétrico, ou seja, estamos falando de sustentabilidade, de marcos regulatórios e da possibilidade de ter mais automação da rede e coloque sistemas com tecnologias novas, como medidores eletrônicos e sensoriamento, por meio de Internet das Coisas”, resume o executivo. Ainda segundo ele, a ampliação da digitalização vai permitir o monitoramento melhor da geração distribuída nas concessionárias da Equatorial. 

Barata acrescenta que a ativação do ADMS é importante para o processo de gerenciamento da operação em tempo real, principalmente do atendimento das faltas de energia, ao agregar Inteligência aos recursos de campo das distribuidoras do grupo.  Na prática, essa gestão avançada elimina a ocorrência, por exemplo, de improcedências de faltas e o deslocamento improdutivo das equipes. 

O sistema avançado de gestão de distribuição substitui o sistema tradicional de supervisão e controle – SCADA – e o a plataforma de gestão e operação das ordens de interrupção de energia.

“Vamos ter um ganho imediato com a solução, tanto do ponto de vista de supervisão e controle como de operação”, complementa Barata. A tecnologia também deve garantir a melhor gestão dos ativos de forma sistêmica e não apenas em tempo real. Traduzindo: melhorias em carregamento de carga e manobras com recomposições, entre outros. 

A operação integrada em todos os níveis de tensão que a Equatorial atua é outro benefício, desde a alta (subtransmissão) até média e baixa. A integração envolve ainda a composição de recursos de geolocalização e despacho automático de equipes. 

Outro ganho da digitalização ampliada é a redução da dependência do feedback dos clientes para identificar a falta de energia. Em vez de monitorar as interrupções via canal de atendimento, as distribuidoras do grupo passam a usar o sensoriamento e outros recursos para entender onde estão os problemas e a agir de forma mais rápida e automática. 

“A Equatorial está numa fase de crescimento de automação, com investimentos pesados em automação da rede, e o sistema vai propiciar a melhor gestão dessa automação. E a transformação digital é muito importante para a padronização entre as empresas do grupo”, finaliza Barata. 


Matéria originalmente publicada no EnergiaHoje em 31 de maio de 2023.

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